Países Desenvolvidos e Subdesenvolvidos
O precursor dessa idéia foi o economista Joseph Alois Schumpeter (1883-1950) Ele propôs o conceito de desenvolvimento econômico condicionado às idéias de inovação tecnológica e da ruptura do “fluxo circular”. Schumpeter privilegiou a atuação do empreendedor, do inovador na superação da condição de pobreza, da precariedade. Assim estabeleceu a divisão do mundo entre aqueles que se desenvolveram e os que supostamente poderiam se desenvolver.
Entre as diversas escolas do pensamento econômico se destacam as seguintes idéias:
Liberalismo - o subdesenvolvimento é sinônimo de estagnação econômica.
O liberalismo é um sistema político-econômico baseado na defesa da liberdade individual, nos campos econômico, político, religioso e intelectual, contra as ingerências e atitudes coercitivas do poder estatal.
Neoliberalismo - criou os rótulos “países em desenvolvimento” e “países emergentes”, e posicionou os antigos “subdesenvolvidos” dentro de uma fase do desenvolvimento.
Neoliberalismo: Segundo os liberais e libertários, o neoliberalismo é uma forma de social-democracia transvestida de Liberalismo
Estruturalismo - estabeleceu que, além das razões econômicas, o subdesenvolvimento era resultante da fragilidade das instituições próprias de cada Estado.
De um modo geral, o estruturalismo procura explorar as inter-relações (as "estruturas") através das quais o significado é produzido dentro de uma cultura.
Keynesianismo - determinou o subdesenvolvimento como fruto da ausência de um Estado forte, capaz de impor medidas reguladoras, subsídios e protecionismo alfandegário.
Conjunto de idéias que propunham a intervenção estatal na vida econômica do estado.
Teoria da Dependência - argumentou que o subdesenvolvimento é resultado de trocas internacionais desiguais e não da ausência do desenvolvimento, portanto, é produto do desenvolvimento desigual de outros países.
Uma das mais importantes referências da teoria da dependência é o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, Cardoso colocou em relevo o papel dos fatores internos na compreensão dos processos estruturais de dependência. Nas década de 1960 e 70, as sociedades latino-americanas já tinham consolidado seu mercado interno e a internacionalização do capitalismo (fase do capitalismo monopolista, com expansão das indústrias multinacionais) indicava um novo padrão de dependência.
Países Centrais e Periféricos
A filósofa marxista e militante revolucionária Rosa Luxemburgo (1870-1919) cuja bandeira era “Socialismo ou barbárie”, foi defensora desta proposta de regionalização. No sistema capitalista, segundo esta concepção, os países centrais e os países periféricos travam um conflito desigual, no qual não há espaço para que os menos abastados alcancem qualquer forma de progresso, seja social ou econômico.
A periferia sempre existiu e sempre existirá, isto no plano físico, aquela prevista nos planos de urbanização, na economia também é assim, cada país ocupa seu espaço e desempenha uma função no mundo capitalista, tem um espaço de atuação, um território, tanto no plano físico como econômico, assim a periferia sempre será periferia, tanto as periferias de localização como aquelas definida como periferia econômica. No início do século XX, esta visão de mundo foi adotada por inúmeros movimentos revolucionários, depois esquecidos por algumas décadas. Atualmente voltou a ganhar espaço nos meios acadêmicos. Em 1949, o economista argentino Raul Prebish apresentou a tese “O Desenvolvimento Econômico da América Latina e seus Principais Problemas”. Nesta obra, a difusão do progresso técnico e a distribuição dos seus ganhos na economia mundial aconteciam de forma desigual. No centro, a difusão do progresso técnico teria sido mais rápida e homogênea, enquanto na periferia, o progresso só atingiria setores ligados à exportação em direção ao centro.
Países do Norte e do Sul
A divisão norte-sul é uma divisão socioeconômica e política utilizada para atualizar a Teoria dos Mundos. A partir dessa divisão, separa-se os países desenvolvidos, chamados de países do norte, dos países do sul, grupo de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, divididos no mapa através de uma linha imaginária. Apesar do nome, alguns países do norte também estão no grupo, embora a maior parte desses países estejam localizados abaixo da Linha do Equador.
Anteriormente, esse grupo era chamado de Terceiro Mundo, porém esta definição tornou-se errônea desde a extinção do grupo de países socialistas, pertencentes ao Segundo Mundo, pois não faz sentido usar tais denominações quando um Segundo Mundo já não mais existe.
Apesar de em desuso, ainda utilizamos as expressões países do norte e do sul que são mais adequadas para descaracterização ideológica, mas não evidenciam as desigualdades entre os paises de cada bloco. Podemos usar as expressões países ricos e pobres, também.
Diferente das demais propostas de regionalização, esta não apresenta um autor precursor, mas cabe destacar o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, como um dos responsáveis pela popularização dessa representação. Após décadas de Guerra Fria, o enfrentamento ideológico entre Socialismo e Capitalismo (Leste x Oeste) perdeu espaço para a disputa econômica entre Ricos e Pobres (Norte x Sul). A idéia ganhou força no início da década de 1990, a partir da dissolução da União Soviética, principal representante do “Segundo Mundo”.
Com relação a essas representações, deve ficar claro que são simplificações arbitrárias, convenientes para a maior parte da mídia e para os Estados que as endossam. Em nenhum momento o Leste foi totalmente Socialista nem o Oeste plenamente Capitalista. A divisão entre Norte e Sul também é uma representação simbólica, que desrespeita a Linha do Equador. A desigualdade entre Norte e Sul já existia, mas não se evidenciou após a Segunda Guerra Mundial devido ao predomínio da Guerra Fria.
Nas década de 1960 e 70, as sociedades latino-americanas já tinham consolidado seu mercado interno e a internacionalização do capitalismo (fase do capitalismo monopolista, com expansão das indústrias multinacionais) indicava um novo padrão de dependência.
Principais diferenças entre os paises do norte e do sul?
Mais que um simples critério de localização no globo terrestre, atualmente a divisão entre o norte e o sul está baseada em critérios de desenvolvimento econômico e social. Fazem parte do norte os países desenvolvidos, com alto grau de industrialização, uma população em sua maioria urbanizada e uma expectativa de vida elevada.
Os países do sul têm industrialização tardia e dependente ou não são industrializados; sua infra-estrutura é deficiente; a agricultura não usa técnicas modernas e grande parte desses países tem predomínio de população rural. Seus indicadores socioeconômicos são muito baixos e, conseqüentemente, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) também é.
As grandes organizações econômicas internacionais.
As duas organizações econômicas mais importantes são a União Européia (UE), formada por 25 países, e o Nafta (North American Free Trading Agreement – Acordo de Livre Comércio da América do Norte), integrado por México, Estados Unidos e Canadá. A UE, que mantém negociações para a incorporação dos países do Leste Europeu, tem acordos comerciais com numerosos países do Mediterrâneo e com o Terceiro Mundo.
Além dessas duas organizações, há diversas outras, com objetivos de segurança, cooperação econômica, defesa de interesses restritos ou integração supranacional.
O Mercosul, o mercado comum formado pelo Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, vem experimentando um enorme crescimento no comércio entre os quatro países.
A Apec, Associação de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, deu um grande impulso ao comércio que passa pelo oceano Pacífico.
A CEI, Comunidade dos Estados Independentes, é uma associação supranacional que acolhe a maioria dos países que se tornaram independentes depois do desmembramento da União Soviética.
2. Centro e periferia
Centro e periferia são conceitos econômicos. Indicam que no mundo existe um centro, formado pelos países desenvolvidos, que mantêm relações comerciais de dominação com a periferia, ou seja, os países subdesenvolvidos. Enquanto no centro se concentram os setores de ponta da economia mundial, desde os principais mercados financeiros até os de pesquisa, a periferia destina-se a suprir os mercados centrais com as matérias-primas de que precisa.
Os centros de poder mundial :
países centrais, oligopólio mundial (as três grandes zonas de poder), países periféricos com estreita relação com os centros de poder, pontos secundários da rede de intercâmbio, carga e descarga de mercadorias, países explorados (provedores de matéria-prima), países marginais subdesenvolvidos , países isolados (pouco integrados ao mercado mundial), ângulos mortos
2a. As diversas periferias
De acordo com o vínculo com o centro, a periferia classifica-se em quatro grupos: integrada, explorada, marginal e isolada.
A periferia integrada é a que mantém relações mais estreitas com o centro.
A periferia explorada fornece matéria-prima aos países ricos.
A periferia marginal apresenta um subdesenvolvimento crônico.
A periferia isolada não está integrada ao mercado mundial.
Os países periféricos industrializados, como o Brasil, possuem parques industriais modernos.
3. Os países subdesenvolvidos não são iguais
As diferentes 'periferias' apresentam certa especialização na chamada divisão internacional do trabalho. Isso nos permite separar os países subdesenvolvidos em três grupos: países capitalistas periféricos exportadores de matéria-prima (como Bolívia, República Democrática do Congo, Gana); países capitalistas periféricos industrializados (como Brasil, Argentina, México, Índia, África do Sul); e países capitalistas periféricos de industrialização recente (Taiwan, Coréia do Sul, Cingapura).
Fonte: http://luizcalegari.com/index.php/ensino-medio/134-3-serie/bimestre/aprendizagem-1/regionalizacao-mundial/43-regionalizacao-mundial
Fonte: http://luizcalegari.com/index.php/ensino-medio/134-3-serie/bimestre/aprendizagem-1/regionalizacao-mundial/43-regionalizacao-mundial
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